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A Joia Histórica - Da concepção à realização

A Joia Histórica - Da concepção à realização

O presente curso pretende abordar um conjunto diversificado de temas relacionados com a história da joalharia, interligando a realidade internacional com a portuguesa, de forma a entender de forma mais completa o que foi a joia no plano histórico. Serão abordados o papel do desenho e da gravura na sua concepção, entendidos como uma fonte para a percepção da adesão estética às correntes artísticas, o uso das gemas na joalharia portuguesa setecentista, o recurso a formas mais próximas, como são as plantas e os animais, a elegância e variedade da joalharia Art Déco, terminando com a análise dos estojos, verdadeiras ante-câmaras das joias e que ganham foros de luxo e aparato em numerosos conjuntos existentes.

Prof. Doutor Gonçalo de Vasconcelos e Sousa

Flyer   (pdf)

*Novas datas :Quintas-feiras, 31 de janeiro, 7, 14, 21 e 28 de fevereiro das 18h às 19h15.

 

Sala da Biblioteca
Sociedade Nacional de Belas Artes
Rua Barata Salgueiro, 36, Lisboa
Inscrições na secretaria da SNBA | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Membros PIN e SNBA: 80,oo€
Outros: 90,oo€
PREÇO PROMOCIONAL NATAL ( inscrições até 31 de dezembro)
Membros PIN e SNBA: 75,oo€  | Outros: 85,oo€

Quintas-feiras, 31 de janeiro, 7, 14, 21 e 28 de fevereiro das 18h às 19h15.

Gravuras e Desenhos de joias europeias: séculos XVI a XX
As gravuras alcançam no século XVI um papel fundamental na disseminação dos modelos de adornos preciosos, período em que a afluência das gemas provenientes do Oriente possibilita a realização de importantes joias, como as que figuram nos desenhos da duquesa Ana da Baviera. Nos séculos XVII e XVIII o Barroco dá origem a importantes realizações de gravuras, facto que se sucede até aos finais de Setecentos. Na primeira metade do século XIX destacam-se quatro catálogos de ourives existentes em Portugal, com desenhos aguarelados, dois dos quais foram publicados fac-similados. Ao longo da segunda metade do século XIX e primeiras décadas do século XX, disseminaram-se as publicações com desenhos de joias, sobretudo de matriz francesa.

Espetacularidade das gemas brasileiras na joalharia do século XVIII e início do século XIX
O conhecimento da História da Joalharia em Portugal e no Brasil envolve um conjunto de realidades relacionadas com os ofícios de ourives do ouro, cravador e lapidário, para além do estudo da evolução estética, das tipologias de peças e do relacionamento com as mentalidades e a sociedade, neste caso do século XVIII e início do século XIX. A perícia de execução, bem como a riqueza das formas e a variedade das gemas brasileiras utilizadas (topázios, crisólitas, granadas, águas-marinhas, ametistas, entre outras) transportam a joalharia setecentista e das primeiras décadas do século XIX para um universo de luxo, fantasia e aparato único, na evolução desta arte.

Plantas e animais na joalharia europeia do século XIX
A joalharia do século XIX assume uma vertente intimista, recorrendo aos motivos vegetalistas e animais para a materialização de algumas das suas peças mais interessantes. A tal não foi alheio o conceito de Romantismo, que valorizava a Natureza, escolhendo nela alguns dos motivos para decorar ou corporizar as joias executadas neste século. Assim, vemos broches e pulseiras em forma de cobras, colares com borboletas ou até carapaças de insetos usados para realizar os adornos. E os motivos da flora são constantemente utilizados, com base nas formas e, quanto à decoração, recorrendo aos esmaltes e às pedrarias coloridas

 Joias Art Déco: entre o exotismo e a elegância das formas
Assumindo um leque de interpretações tão diversa, a joalharia Art Déco valorizou a elegância da joia, numa linha de inovação começada décadas antes com a linguagem Arte Nova. Nesta corrente estética, a presença das gemas, designadamente algumas provenientes dos tesouros dos príncipes indianos, permitiu uma dimensão exótica. Os diamantes, o coral e o ónix, bem como as esmeraldas e as safiras, conjugaram-se para compor joias de linhas geométricas; outras vezes assumiam a matriz egípcia, outras, ainda, apresentavam motivos florais. Por vezes dispostas na horizontal, outras na vertical, assumidas por grandes joalheiros como a Casa Cartier, as joias Art Déco fascinam pela simplicidade de uma criatividade que apostou nas gemas e nas formas para a imagem final do adorno.

Estojos: antecâmaras da joalharia portuguesa
Os estojos, antecâmaras das joias, assumiram entre cerca de 1750 e 1920, papéis de distinta relevância, recorrendo-se a vários materiais, formas e estilos para executar este objeto de guarda dos adornos preciosos. Serão abordados diferentes aspectos relacionados com a composição dos estojos, desde o couro carmesim aos veludos de diferentes cores, dos interiores mais ou menos elaborados até à presença de informações sobre o estabelecimento comercial de venda.

 

 

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